Arquivo para Abril 20th, 2008

20
Abr

Chagdud Gonpa

Após o rafting, Templo Budista. A menos de 1 km da entrada de Três Coroas fica o Chagdud Gonpa Brasil, onde está o primeiro templo budista tradicional da América Latina.

Todo o lugar é lindo e perfeito. Eu não tenho palavras para descrever o que são os detalhes que existem entalhados em cada monumento, em cada centímetro quadrado de paredes cobertas de pinturas feitas à mão.

O interior do templo é a maior fonte de estimulação sensorial que eu já vi na vida… As paredes e o teto são recheados de milhares de desenhos maravilhosos e valor histórico é incalculável. A parede principal é coberta até o teto de centenhas de portinhas de vidro, que contém traduzidas do sancrito, 84.000 ensinamentos budistas, cada um escrito individualmente à mão em pequenos papéis envoltos de tecidos bordados de dourado, laranja, vermelho… Por respeito, não pude tirar nenhuma foto no interior do templo.

E para finalizar, um momento do tipo O Rapto do Menino Dourado que não pude deixar de captar para vocês:


Me dê-ê-ê o punha-a-a-a-a-al!

20
Abr

rafting em três coroas

AVISO: este é um post longo escrito por uma pessoa com os músculos destruídos.

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O convite era ir para Três Coroas fazer um rafting bem relax seguido de churras e descanso… Agora vejam o que aconteceu realmente.

Partimos de Porto Alegre para Três Coroas logo cedo da manhã de sábado, numa divertida caravana de cinco carros recheados de pessoas cujo esforço físico mais radical se resume a usar teclado e mouse. Nosso destino era o Parque das Laranjeiras e os 4 km de corredeiras no rio Paranhana. A viagem é super tranquila, principalmente para quem não está dirigindo o percurso de 90 km e pode se entreter com a paisagem. Trilha sonora: Whitesnake (preparação antecipada para o show do dia 11, óbvio.)

Dentre as empresas especializadas em oferecer raft para turistas despreparados, escolhemos a Central Sul Raft (um gentil cara que parace estar usando peruca nos atendeu), ao singelo custo de R$30,00 por pessoa. Depois de vestirmos os equipamentos de segurança e ouvirmos as instruções básicas que iriam evitar acidentes, subimos 5 Km de morro até o topo da corredeira do rio Paranhana. Até aí, muitos risos, muita diversão.

Nos dividimos em dois botes com 7 e 8 pessoas. Em cada bote um instrutor vai guiando o grupo e liberando as instruções. Até aí, minha preocupação máxima era o esforço físico acima do impensável que eu deveria fazer com meus frágeis braços de desenvolvedora de interfaces, para remar, remar, remar…

Aventura do terror - os primeiros 2,5 Km

  • Temperatura: 23 graus
  • Temperatura da água: 18 graus
  • Equipamento: capacete, colete salva-vidas, remo e roupas que estarão 100% molhadas nos primeiros 20 min.

A emoção de descer correndo nas águas se foi quando fui tomada por medo, muito medo. Eu remava muito forte e nem por um segundo senti frio ou cansaço nos braços. Deve ser a adrenalida do terror. Eu só pensava em remar. No bote, recemos intruções do tipo: direita frente, esquerda ré! Frente! Frente! Mais rápido, Piso! (quando a coisa fica feia, o intrutor libera este belo comando - Piso -, sinal de que devemos senta no piso do bote e fazer peso para o bote não virar. Tudo assim, suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuper tranquilo)

Eu quase caí do bote duas vezes, e outros de fato chegaram a cair. Os intrutores são super ligados na nossa segurança e além do susto, ninguém se machuca. Paramos na margem do rio para “brincadeiras” e descemos dos botes.

Brincadeiras divertidas, sem bote

A brincadeira era descer sem bote três ondas que de longe pareciam muito inofensivas. Íamos um de cada vez e a orientação era chegar no meio do rio, lançar os pezinhos pra cima e descer com a corrente. Ah! A segunda e terceira ondas são fortes, eu devia prender a respiração antes de entrar nelas…

Me fui! Lembro de estar na primeira ondinha e abrir com tudo os pulmôes para pegar fôlego. Foi bem neste momento, de boca muito aberta que eu entrei direto na segunda onda. Aí só me lembro de afundar, pensar “eu nunca mais vou subir” e ouvir alguém gritar “Corda! Corda!”. O instrutor joga a corda de segurança e eu chego na margem. Eu fiquei parada, com água até a cintura sem conseguir respirar, sem conseguir me mexer. Só posso explicar a sensação como pavor. Eu fiquei paralizada de medo. (eu estava de capacete e colete salva-vidas e nem por um segundo lembre disso)

Todos descem, uma amiga que já estava apavorada antes de entrar na água, tem uma crise asmática entre as ondas e é socorrida. Minutos depois, ela passa bem. Aparentemente bem, mas creio que NUNCA mais entra lá de novo.

Depois de recuperar o fôlego, fico de cara com o medinho e me vou pra água de novo. Desca vez descemos num estilo trenzinho.. Cinco de cada vez. Idéia cretina. Afundo de novo e saio da água tremento, com dor de cabeça e com a garganta fechada e doendo muiito. Explicação: engolir litros de água super gelada deixa sua garganta toda fodida.

Aventura do terror - 1,5 Km final

Entramos novamente nos botes e nos preparamos para “a parte mais radical”. Fala sério, mais radical… Eu fico mais preocupada e dessa vez prendo meus pés com mais força no bote, não irei cair, não irei cair.

Eu não olhava para a frente, me concentrei nas remadas, nas pedras, na água. Piso! E fomos em frente. No final da corredeira tem um trecho que eles chamam de Escadaria. Uma sequência de quedas. Meigo, muito meigo! Muitos sustos depois, chegamos no final, inteiros.

Bom, posso resumir todo o trajeto como um misto intenso de pavor e diversão. Nunca senti tanto medo de morrer e alegria ao mesmo tempo. Deve ser a tal adrenalina. Quando acabou, eu disse que nunca mais ia voltar lá.

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Chegamos em casa mortos! Mas agora, após 12 horas de sono e com o corpo coberto com alguns hematomas e músculos lesionados, já aviso: se me convidarem, eu volto. :)

p.s assim que as fotos estiverem comigo, coloco algumas aqui para vocês rirem. Um fotógrafo acompanhou a gente em todo o percurso, devem ter fotos hilárias…




trilha da vez

Voces de Ultrarumba, Estopa
Voces de Ultrarumba, Estopa

Ten Thousand Fists, Disturbed
Ten Thousand Fists

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Galeria 2008

Tudo em nome do cumprimento da Promessa do Rock...

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